J-View: Grand Knights History

Era uma vez um grupo chamado Vanillaware, que a quase 10 anos segue carreira no mundo dos games com a seguinte tradição: Fazer o impossível! Isso porque ninguém consegue acreditar na beleza dos gráficos em seus jogos. Mas não é apenas isso, com jogabilidade impecável uma estória bem-escrita e elementos criativos, esta softhouse conseguiu conquistar uma certa fama entre o público cult. Isso está finalmente mudando e com seu novo titulo para o PSP eles tem tudo para finalmente conquistarem seu lugar de direito.

 

Grand Knights History é um jogo de RPG baseado em turnos, algo bem diferente do padrão Action RPG geralmente usado pela empresa. Um dos focos do jogo é o conflito entre 3 nações rivais: Logress, Union e Avalon. O jogador deve primeiro escolher qual dos reinos ele irá servir.

Union é o reino comandado por esse clone do Ky Kiske do Guilty Gear, ele se chama Leon e é certinho de mais pro meu gosto.

Avalon, o reino dos bruxos, foi mais promissor. A rainha Muse tem este nome super divertido, com tantas possibilidades pra piadinhas cretinas, e para ajudar ela tem um visual tão provocante que a maioria demorar pra perceber que ela tem uma coruja como bicho-de-estimação.

Logress é um reino antigo governado por este rei fodão conhecido como Fausel, que tem a mesma voz do Ragna do BlazBlue…Seguirei o senhor até a morte Lorde Sugitaaaa!!

A estória segue te colocando no papel de um brilhante estrategista que rapidamente chama a atenção de seu rei/rainha e, como recompensa por seus serviços, lhe é dada a oportunidade de criar e treinar uma tropa só sua, com direito de você até mesmo nomeá-la. O protagonista começa com 4 soldados experientes ao seu comando que ele mesmo escolheu a dedo(na verdade são gerados aleatoriamente e começam com level 10).

Ao esperar a chegada da treinadora e assistente solicitada os heróis conhecem a bela Lisha, que é jovem de mais para se encaixar na descrição. Um dos soldados explica que ela e a pessoa chamada compartilham do mesmo nome, o que deixa Lisha bem constrangida mas ela ainda parece bastante desesperada ao ponto de suplicar uma chance em sua tropa. Ela diz ter experiência, pois já trabalhou para uma tropa antes, mas depois disso ninguém nunca mais a quis…Eu aposto que isso não deve ser nada de mais. Você a aceita em seu time e ela provará ser uma valiosa ajuda na criação de seu grupo, te dando dicas e explicações importantes. Lisha te lembra que o próximo passo agora é procurar novos recrutas, e é então que chega um momento muito importante deste jogo:

A criação de personagem existe para você montar os recrutas que você estará treinando. Você pode criar até 4 personagens e existem 3 classes: cavaleiro, arqueiro e mago, cada uma com 3 sub-classes, duas masculinas e 1 feminina. Cada classe possui 3 armas distintas, que podem ser usada livremente entre as três sub-classes. As exceções ficam por conta da classe de mago, onde são duas sub-classes femininas e uma masculina, com apenas duas armas pra se escolher. Os ataques especiais dos soldados irão ser determinados pela arma que cada um usar, mas os atributos irão ser fortemente afetados pela sub-classe de cada um. Para personalizar mais seu personagem você pode mudar coisas como a cor das roupas ou do cabelo, acessórios, a personalidade (que influencia no tipo de falas que seu soldado pode usar) e a voz (com três opções para cada sexo e possibilidade de ajuste do tom de voz), isso parece pouco mas acredite, dá pra passar horas criando esses soldadinhos, é extremamente divertido e pessoas criativas podem criar soldados muito únicos ou até mesmo recriar personagem de outras séries (a mais óbvia é a Saber do Fate/Stay Night).

Agora você deve guiar seus recrutas por um período de treinamento que dura 60 dias (no mundo do jogo), você pode mandá-los para uma série de treinamentos especiais (com devidas animações para ilustrar o processo) ou realizar missões para seu reino. Independente de qual das duas formas for escolhida, você ira gastar Brave Points, um valor que representa a estamina do seu soldado. Se ela baixar a níveis críticos você vai receber certas penalidades, como o número de ações por turnos em batalha serem limitados. Para seguir com o treinamento você precisa de dinheiro e permissão do rei, eventualmente fica impossível gastar todos os 60 dias em apenas treinamento simples, e é ai que o jogador é obrigado a mandar seus guerreiros para se aventurar pelo mundo.

Uma vez do lado de fora, o jogador move seus soldados como se fossem um peão em um jogo de tabuleiro, enquanto os sprites de seus personagens aparecem andando no canto inferior da tela. Existe um limite para quantas casas pode-se andar e quando o limite chega, o jogador é levado automaticamente de volta a seu reino. Para facilitar as coisas existem itens para não só restaurar o BP de cada soldado como também aumentar o número máximo que se pode andar no mapa mundi. A exploração do mundo não é nada complicada, existem batalhas aleatória, peões que representam inimigos poderosos que restauram seus BPs assim que derrotados e ocasionais eventos especiais que podem te dar inesperadas recompensas ou punições.

Quando em batalha, o jogador percebe como o sistema é fácil de entender. Todo turno você decide a ação de todos os seus guerreiros de uma vez só, a ordem de quem ataca primeiro é determinada pelo atributo de agilidade de cada um. Para cada habilidade especial se gasta Action Points, o que significa que nem todos podem usar seus melhores ataques juntos. A cada turno os APs são restaurados para 6, se você poupar pontos eles irão ser acumulados no próximo turno. Também é possível eliminar inimigos para adquirir APs extras, chegando ao número máximo de 12.

O sistema de luta também possui uns toques de realismo que dão um certo charme, como quando você nocauteia um oponente ele pode ficar zonzo e entrar em um estado de confusão, o que o leva a atacar seus aliados ou ele mesmo. O inimigo também pode ser jogado em cima de outro, causando um pouco de dano extra. A posição em batalha também é muito importante para habilidades que acertam em vários espaços, e tem certas técnicas que ajudam a posicionar seus inimigos no lugar exato para seu ataque.

Até onde a estória vai, os heróis são encarregados de derrotar certos mortos vivos que estão atacando os vilarejos mais próximos, apenas para descobrir que esses monstros são comandados por um inteligente e temível líder apelidado de “Cavaleiro Mascarado”, um necromante usando uma armadura de ossos. Os soldados dele são na verdade a antiga tropa da Lisha, mortos em combate e agora escravizados pela eternidade. Sendo a única sobrevivente ela se sente no dever de vingar e libertar seus antigos amigos, mas sozinha ela é fraca de mais. É então que o protagonista entra em cena e promete ajudá-la, o que cria uma forte rivalidade entre as duas tropas.

A estória finalmente começa de verdade quando os heróis seguem homens suspeitos pelas redondezas do reino e acabam reconhecendo seu líder: o rei/rainha em pessoa! Esses homens eram na verdade os cavaleiros reais e eles acompanhavam seu lorde em um encontro com uma vidente. Acontece que, a alguns anos atrás, uma santa teve uma revelação de que o messias que irá salvar e unificar todo o mundo irá surgir embainhando certos itens. Estes foram nomeados como os tesouros santos e acredita-se que aquele que obtiver estes tesouros irá dominar todos os 3 reinos, e o Rei/Rainha deseja obter este poder. Através dos poderes da vidente, fica estabelecido que a tropa do jogador está diretamente ligada com a jornada para encontrar esses artefatos. Não se preocupe Ragna meu senhor! Ficarei feliz em servi-lo em sua busca pela dominação mundial!

É claro que os gráficos são lindos, possuindo efeitos belíssimos e incríveis técnicas de animação em flash. Todo o ambiente é super detalhado, as musicas são cheias de faixas marcantes e empolgantes, o designer e layout usados nos menus e personagens entram no tema medieval e são todos muito bem feitos. O jogo mal saiu e os fãs já estão pedindo por uma versão remasterializada  para o PS3, e eu totalmente apoio isso, mas pra começar eu já ficaria muito feliz com uma versão em inglês para que mais pessoas possam desfrutar da obra de arte que é este jogo.

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Sobre Benedict

A ovelha negra. Perdeu sua alma quando resolveu seguir o caminho do mal e unir forças com os jogos nipponicos. Durante um ataque dos EUA, por pouco escapou de se tornar um FPS, porém, um de seus olhos foi permanentemente transformado em uma mira laser.
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