J-View: Ys – Celceta no Jukai

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Ys é uma franquia muito conhecida no Japão, respeitada como um dos melhores action RPGs de todos os tempos, perdendo apenas para Zelda. Mas seria essa série tão boa assim? É CLARO QUE NÃO!

This

Game

Really

Suck!

– Over Rated?

Ys – Foliage Ocean in Celceta foi lançado 27 setembro de 2012 e eu o comprei no dia de lançamento, mas o jogo foi tão deprimente que só fui tocar nele de novo em janeiro! Tudo bem, vamos ser honestos. “Tales of” é uma excelente série de RPGs, mas sempre teremos Tales of the Tempest para nos lembrar o quão baixo a série pode chegar. “Celceta” pode ser o “Tempest” de Ys. Sinceramente, eu nunca tinha jogado um jogo dessa franquia antes, por isso eu não sei se os jogos são melhores. Muitos falam que o “Seven” – também lançado em inglês para o PSP – é o melhor de todos, outros falam que o “Origins” – disponível na Steam – é ótimo, mas não joguei nenhum deles, O FAKE NERD DEVERIA FAZER UMA REVIEW DE YS ORIGINS! ELE ZEROU O JOGO AFINAL!

– Estória

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O mundo de Ys é gigantesco e cheio de territórios desconhecidos, e todos os jogos narram as jornadas de aventureiros explorando lugares fantásticos como ilhas voadoras, cidades subterrâneas, reinos aquáticos e etc. Com esse título não é diferente, Adol – personagem principal de quase todos os jogos – retorna para explorar o continente misterioso de Celceta, mas algum fenômeno misterioso o fez perder todas as suas memórias (já deu pra sentir a autenticidade da obra?). Agora ele tem que refazer sua trilha em busca de suas memórias, fazendo várias amizades no caminho. A primeira metade do jogo tem o mesmo roteiro copiado e colado em cada nova cidade: 1-Adol é falsamente acusado de alguma atrocidade que ele não tem como saber ao certo se ele fez ou não; 2- Ele e seus amigos são presos; 3- Um antigo amigo de Adol na vila (e futuro membro do grupo) o ajuda a provar sua inocência. Simples e repetitivo.

– Personagens

Todos os personagens tem uma estória tão profunda quanto o buraco de um umbigo. Some isso com personalidades estereotipadas e character designs desinteressantes que você tem um pacote completo. Tales of the Tempest é um jogo horrível, mas pelo menos os personagens são mais carismáticos.

– Adol

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Assim como Link, Adol é um herói do tipo mudo, infelizmente ele não tem as expressões do herói de Hyrule e nem as reações hilárias dos heróis de Persona, o que significa que ele é tão carismático quanto uma porta! Você pode escolher o que perguntar ou responder em alguns eventos, mas não muda quase nada do dialogo. O outros personagens constantemente se referem à ele como a pessoa mais curiosa do mundo. Teoricamente, esse Adol é o mesmo de todos os outros jogos, mas nenhum dos eventos passados são mencionados aqui, nem mesmo pelos personagens que apareceram nos títulos anteriores, isso poderia ser um prequel, não fosse pela presença de um dos personagens mais antigos da série em algumas das memórias de Adol: Doggy (Sim, esse é um nome dele e Não! Ele não é um cachorro).

– Duren

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Esse grandão vai ser o seu primeiro aliado no jogo, e te ajudar em qualquer situação, e ele mal te conhece, o que é muito suspeito, pelo menos isso é explicado depois. Ele é um dos personagens mais fortes do jogo, além de ser muito confiável e inteligente, porém, ele fica muito burro na presença de Kanririka, sem motivo aparente (talvez personagens grandões tem de ser mais burros que garotinhas no senso comum japonês).

– Karna

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Uma guerreira da tribo de Komodo, como filha do líder ela tem orgulho de ser uma das mais fortes de seu povo. Ela é basicamente uma caipira Tomboy. Se junta à Adol para procurar por seu irmão.

– Ozuma

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Jovem lider da tribo de Selrei, que adoram uma espécie de cavalo aquatico chamado Spadas. Se junta ao grupo para caçar um domador cruel que abusa dessas feras sagradas. Ele é o sério do grupo, o que significa que ele quase nunca diz nada, e quando diz, é algo que qualquer outro podia ter dito.

– Kanririka

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A obrigatória loli do grupo. Kanririka é a serva número 2 de um pseudo deus da cidade de Highland (ninguém é imortal lá), se une ao grupo pra investigar os estranhos eventos circulando o seu patrão. Diferente de Tio Plato, ela é bem típica. É bem atrevida, boca suja e metida a adulta, infelizmente não tem nada pra merecer ser tratada como uma. Ela odeia Duren, sem motivo aparente.

– Frida

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Guerreira da cidade secreta de Danan e amiga de infância de Duren, se juntando ao grupo para ajudá-lo. Ela parece ser muito “fodona” mas sempre é desmoralizada por sua fada artificial Ni-na, que sabe de todos os seus segredos mais íntimos. Ela tinha um noivo que sumiu a alguns anos, criando um clima muito estranho entre ela e Duren. Todos acham que eles tem alguma coisa rolando e tentam dar uns “empurrãozinhos”, mas isso nunca dá em nada.

– Gameplay

Pelo menos a jogabilidade não é tão ruim. O jogo é bem rápido e os controles respondem bem. Você controla um personagem, enquanto outros dois são controlados pela A.I..Você usa a tela de toque traseira do aparelho para comanda-los, o que pode ser uma péssima ideia dependendo de como você segura o portátil. Todos os personagens tem uma “gimmick” diferente que só servem para tornar as dungeons desnecessariamente mais complicadas, e algumas delas nem fazem sentido (Ozuma, por exemplo, tem a habilidade de quebrar paredes trincadas com sua lança, mas só se estiver debaixo d’agua). Todas as habilidades de cenário são ativadas da mesma maneira: Cutucando a tela do aparelho. Mas se você não tiver afim de mudar o jeito como segura o Vita só pra fazer uma besteirinha, apertar o triangulo também funciona. Na verdade, a única parte em que você não tem a alternativa de usar os botões normais do aparelho é durante puzzles, o que não é ruim já que eles são até divertidos e os controles do puzzle respondem bem melhor do que os de Zelda – Skyward Sword.

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Durante o jogo, você pode resgatar as memórias de Adol, entrando em contato com grandes esferas de luz espalhadas pelo jogo, o que traz uma mini-cut-scene que revela um evento que você verá logo em breve com mais detalhes, ou algo da infância do Adol, (o que poderia ser interessante mas, lembra? Estória simples). Você também pode acampar em determinados lugarese recuperar uma de suas memórias em sonho (o curioso é que as memórias ganhas nesse método são as únicas que Adol compartilha com seus amigos). Após assistir as memórias, Adol ganha um acréscimo insignificante em um atributo aleatório (apenas +1).

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O jogo tem um problema com “barreiras invisíveis”, em muitos momentos, seria mais prático cortar caminho pulando de um barranco ao invés de descer uma escada, mas você é bloqueado por uma parede transparente, ou um objeto de cenário. Isso ridiculamente pode funcionar ao seu favor, como grama que impede que uma orda de monstros te alcance.

– Gráficos

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São uma merda! Bem…certamente são melhores que os do PSP, mas isso era óbvio, não é “Tales of Innocence R”? O problema são os pequenos detalhes, na cena inicial do jogo, o herói anda exausto e desmaia no meio da cidade. Essa deveria ser uma cena dramática, o problema é que fica tudo bem patético pois Adol parece mais um Zumbi enquanto anda e parece que andou cheirando as “cinzas de seu pai” de tão doidão que parece, tudo isso enquanto ele “flutua” no chão. As suas sombras feitas de pixels soltos e o gato de cauda feita por três gravetos com apenas a ponta se movendo não embelezam essa cena, e isso é só a primeira cena do jogo! Que bom que os gráficos são quase sempre apresentados de longe no resto do jogo. O rosto é apenas uma textura, o que significa que bocas não mechem e olhos raramente piscam, na verdade, os personagens quase nunca fazem expressões faciais. Nada que se compare com Ys para PC, provavelmente o mais bonito da série. Na verdade, até os gráficos pré-rederizados em 2D de Legend of Heroes são mais bonitos e agradáveis, pelo menos eles conhecem seus limites.

– Sons

Uma pena que essa série é conhecida por ter uma trilha sonora fantástica, dita como uma das melhores no mundo do vídeo-game! Não pude ouvir nada disso. Não estou dizendo que a música é ruim, mas ela é no máximo medíocre. A maioria das faixas são curtas e simples, geralmente com sons eletrônicos que lembram MIDs do Mega Drive, o que seria muito “True” se eles estivessem almejando por um jogo Retrô, mas fica claro que esse não era o caso, já que todo o jogo “tenta” ser bem épico. Você provavelmente vai esquecer de todas as músicas depois de finalizar o jogo (já esqueci da maioria e eu me importo com essas coisas).

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A Abertura não tem vocal e é feita com a técnica pobre da animação em flash. A Falcom adora flash porque é bem baratinho.

A dublagem é praticamente inexistente. Os personagens falam uma ou duas frases na sua primeira aparição e depois permanecem mudos pelo resto do jogo. Durante o gameplay, eles gemem e berram muito, mas isso qualquer um consegue fazer, por tanto, não dá nem pra dizer se os dubladores são bons ou não. Um RPG nos dias de hoje, quase sem dublagem, merece uma nota vermelha! Até Agarest – Mariage para PSP tinha muito mais vozes que isso. E eu ainda achava que era pouco lá! Pelos menos a Falcom parece ter aprendido sua lição pois o próximo Legend of Heroes vai ter vozes até pros figurantes nas cidades.

– No Final da Contas.

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Pense como se você estivesse jogando a versão de vídeo-game do filme A.I., pois era exatamente assim que eu me senti enquanto jogava. O jogo podia acabar muito bem com mais um chefe, mas ele te jogam mais 3 dungeons e 5 chefes.

Durante minha jogada, eu dei uma pausa para procurar informações e gameplay de Tales of the Tempest, para comparar os dois jogos e fiquei mais interessado no jogo horroroso de 7 anos atrás para DS. MEU DEUS FALCOM! Vocês me fizerem comprar o jogo de você com um dos piores RPGs da história, e vocês perderam para ele em uma das vezes!

Esse jogo não é tão horrível quanto eu provavelmente faço parecer aqui, ele é apenas desinteressante. Não é à toa que Legend of Heroes tomou o posto da franquia principal da empresa. Da mesma forma que Persona roubou o posto de Shin Megami Tensei (alguém ainda conhece esse jogo).

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Sobre Benedict

A ovelha negra. Perdeu sua alma quando resolveu seguir o caminho do mal e unir forças com os jogos nipponicos. Durante um ataque dos EUA, por pouco escapou de se tornar um FPS, porém, um de seus olhos foi permanentemente transformado em uma mira laser.
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2 respostas para J-View: Ys – Celceta no Jukai

  1. Yago disse:

    Bom eu jogo Ys a muito tempo. Eu tenho uma regra para jogos de RPG, história. No caso do Ys Origin, Ys I&II Chronicles, e Ys Oath in Felghana, eles realmente ganham bem nessa parte, conhecem seus limites e são interessantes. Mas isso é uma perspectiva. Veja, eu tenho Ys Seven original (UMD) pra PSP, o jogo não é o melhor, não tem extras, você zera o jogo e pronto, acabou. Mas ele leva os gráficos do PSP no máximo que consegue e faz o jogo ser no mínimo legal. Panfletagem e manual a parte (Que são um show de bola) os jogos de Ys geralmente são bons, estou impressionado que a Falcom tenha errado nesta versão do jogo (que deveria substituir os Ys IV as duas versões)… Bom, eu não desejo um Ps Vita, acredito que seja por que eu ame panfletagem, manual, impressão sabe? Os jogos do vita não tem isso infelizmente, eles dizem que é pra poupar papel e blá blá blá, mas isso é apenas pra economizar dinheiro.
    Trilha sonora, sim é muito boa, veja a abertura de Ys Origin, acredito que você vai entender. Dublagem, em todos os jogos de Ys que já joguei o único que tem isso é o Ys Oath in Felghana… E é muito legal de jogar. Mas acredito que de todos esses pontos sejam algo que a Falcom não consegue melhorar, digo, gráficos e tals. A história de Ys I e Ys II são incríveis. É uma pena que logo um jogo que eu esperava tanto tenha decepcionado assim.
    Bom, valeu pela análise, se algum dia eu ficar desesperado e comprar um PSP, vou jogar este jogo… Mas me recuso em comprar um game de 180 reais que nem manual tem… ¬_¬

    • Benedict disse:

      Obrigado por ler a review. Mas é só minha opinião. Se vc já é um fã de longa data da série, eu me sinto meio mal te desencorajar à comprar esse jogo, já que esse foi o primeiro que eu joguei. Deve ter coisas que eu não entendo sobre a franquia pois sou novo nela, mas na perspectiva de que esse jogo deveria ser um blockbuster, ele decepciona. Zero no Kiseki é da mesma empresa, é mais barato e tem um acabamento muito mais profissional. Portanto, creio que merece mais o seu dinheiro. O problema é que, desde Sora no Kiseki, Ys não é mais a franquia principal da Falcom. Se vc ver o novo Sen no Kiseki, vai ver que é a mesma engine desse Ys, só que melhorada. Ou seja: Ys foi usado apenas como teste pra preparar a engine pro importante novo legend of heroes, o que eu acho uma falta de respeito pra fans da serie como vc! Eles deveriam usar um spin off pra fazer esse teste, como o Nayuta no Kiseki por exemplo.

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