J-View: Tales of Innocence R

Ola trilhões de pessoas que acessam esse site todos os dias, eu sei que vocês estão ai! Ultimamente notei que todas as minhas J-views foram sobre jogos do PSP, e é muito errado pensar que jogos japoneses são limitados assim, então hoje eu vou fazer minha primeira review num sistema diferente: O Playstation Vita! Ebaaaa! Putz eu sou mesmo uma putinha da Sony!

 

 

 

 


Eis aqui um teste simples pra saber se você é mesmo um fã boy dessa série: Se, quando você soubem que o jogo de 2007 para Nintendo DS, Tales of Innocence iria ganhar um remake para o recem-nacido Vita, você pensou:

1- Puta Merda! Esses bostinhas preguissosos não merecem nada de mim por esse caça-niqueis descarado! Tenham todos uma boa fodida em seus devidos cús!

2- Puta Merda! Um remake de um jogo de 5 anos atrás que eu já zerei para um portatil que não tenho com uma caralhada de DLCs ! Já que ninguem quer comprar meu corpinho, só me resta roubar nos sinais de transito, já que eu preciso zerar essa bosta de novo! Então: É! Se ainda tem alguem lendo isso, pode crer que eu sou a pessoa numero 2, significa que essa vai ser uma fan-boy review!

Tales of Innocence original é um jogo surpreendente, criado por Alpha System, também responsavel pela não tão surpreendente série de Crossovers de Tales of para PSP. O título era o segunda de um total de três tentativas de expandir a série para o sistema de grande sucesso da Nintendo: o NDS, o jogo foi bom o bastante para pagar pelos pecados do seu antecessor (se você sabe do que estou falando, sabe que isto “É UMA GRANDE COISA!), mas não o bastante para um lançamento nos States, isso porque a Bandai Namco não parece gostar de localizar a série, mas, a verdade é que você pode jogar esse jogo agora mesmo em seu DS! Isso assumindo que você tenha uma noção basica de English e que tenha um cartão R4 ou equivalente rodando em seu aparelho e…Quer saber? Esquece! Somos todos brasileiros e nós jamais iriamos alterar nossos video-games para jogar jogos de graça! Nós temos mas classe que isso! Mas só pra constar eis aqui o Link:

Essa é a pagina do grupo Absolute Zero, uns malucos que tiveram saco pra traduzir todo o jogo original, e a tradução ta incrivel! Sérial! Melhor que as feitas pela própria Bandai Namco! Você ainda pode mudar os estilos dos nomes e termos e por legendas nos dialogos e cut-scenes e…Droga! Esses caras são os fodões! Vai ver por sí mesmo ou vai doar dinheiro pros caras que eles merecem!

Como descrito pelo site de fãs, um dos elementos deste jogo é que ele não é um cú(pela primeira vez no DS)! Então um time novato Sevens Code decidiu jogar no modo Easy e fazer um Remake de um dos melhores jogos da série. Não tinha como dar errado não é? NÃO É?!

Na verdade o remake faz um bom trabalho, mas como de se esperar de um time sem muita experiencia, ele tem suas falhas…Logo de cara, a abertura do original roda em versão remasterializada na tela HD do seu Vita, isso já é animador. Ao dar Start Game, você se depara com uma boa surpresa:

Uma nova introdução em anime feita pelo estudio Production I.G. onde o general Asura comanda suas tropas celestiais e…Uau! ele realmente gosta de falar! tanto que sua boca meche mesmo quando não há voz! Além disso, esse exercito celestial é todo cheio de genéricos, bem, de acordo com a história do jogo, os soldados-figurantes são jovens deuses que ainda não encontraram seu papel e…pera ai! Isso faz de Asura um criminoso por incentivar trabalho infantil? Tá! os caras do I.G são profissionais e experientes, então eu vou tacar a culpa no time do Sevens Code! Quem mando serem noobs?!

-Apresentação

  Tá! Esse prólogo pode ser mal-animado e mal-dirigido, além de que você perde a parte de Asura jogavel contra Hypnos, mas, eu prometo que o resto das cenas em anime são todas ótimas, e o jogo tá cheio delas: Uma para introduzir cada personagem do grupo e outras para eventos importantes, todas de alta qualidade, inclusive a nova abertura que roda logo depois do prólogo (melhor que a original, em minha opnião!)

-Estória

A Bandai Namco disse que o “R” do título não é de remake e sim de “Re-imagination”! Bem…esqueça isso! É tudo mentira! A estória do jogo continua exatamente a mesma.  Ela tem alguns adicionais, porem, nada interfere com o fluxo da trama original.

Deixa eu ensinar uma coisa pra vocês pessoal da Bandai Namco: Se vocês vão “re-imaginar” algo, vocês devem mudar o conteudo antigo e não apenas adicionar conteudo novo ou embelezar o velho. Significa que vocês devem mudar os eventos e as consequencias da trama, algo como: “Esse personagem não morre mais”, ou: “Esse inimigo agora vira aliado no meio da aventura”, ou até mesmo: “A cidade natal do personagem principal explode logo no inicio do jogo, junto com seus pais e aquela música horrivel!”. Vocês tem que ter bolas para mudar a extrutura de tudo que foi feito antes. O que vocês fizeram não tem menor diferença de um mero Remake.

Algumas mudanças são até estranhas, como no inicio do jogo: No NDS o jogador vai direto para um evento onde o heroi fracote e covarde desperta seus poderes para ser capaz de lutar pela primeira vez. Já na versão R, Luca é obrigado por dois garotos a passar por uma dungeon introdutória sozinho, mas tudo bem! pois nosso herói andou imitando o Asura de seus sonhos e já sabe o basico do combate…espera um minuto! Ele já sabe lutar? Ele consegue matar monstros? E por que esses bullies ainda mandam nele? Fodam-se vocês! Eu sei fazer Demon Fang!

“- Mas tio Ben! Os trailers diziam sobre dois personagens jogaveis novos. Certamente isso deve influenciar bastante no enredo, não?” Não! Quer saber por que?

– Personagens

-Kongwai Tao

Ele é o primeiro dos dois novatos a entrar no grupo, Kongwai é um homem misterioso que veio de outro mundo e não muito mais se sabe sobre ele. Ele parece ser um dos criadores do jogo auto-inserido na estoria, algo também conhecido como “sindrome de Gary Stu”, onde alguem faz um personagem que é pra ser parecido com ele, sendo só um pouquinho mais legal, porem, ele acaba exagerando no “pouquinho mais”. Ou Seja: Kongwai é um homem jovem, bonito, inteligente, com uma bela voz, roupaz elegantes e extremamente poderoso (Sério! O cara é um dos melhores personagens do jogo, ele acerta inimigos instantaneamente de qualquer parte da tela e possui o poder clichê número #3: Copiar qualquer magia de seus inimigos). O resultado é que ele se torna tão perfeito que se torna desinteressante, nada afeta ele, por tanto ele não se envolve em nada, ele é tão esquecido que os personagens chegam a reclamar disso. Ele se auto-denomina como um observador que procura “resgatar almas”, para isso, ele deve ser manter neutro para que os eventos possam se desenrolar da maneira que esta escrito, isso porque ele aparenta saber tudo o que vai acontecer até o final do jogo (vai ver ele jogo a versão do NDS). Minha teoria é que ele na verdade é Welch Vineyard de Star Ocean e que todo o mundo de Tales of é apenas um jogo Online…Nããão, isso ainda é uma idéia idiota!

-QQ Selezneva

Apesar de ter sido anunciada primeira, QQ só entra no grupo bem mais tarde no jogo, ela é a primeira a deixar evidente que ela própria e Kongwei são de outra dimensão pois ela sabe bem pouco da lingua nativa desse mundo e trata tudo como se fosse um exploração pois…é o que ela é, ou ao menos é o que Kongwai manda ela dizer na hora de se apresentar, o que torna ela uma personagem tão misteriosa quanto seu colega. Ela tem objetivos diferentes de Kongwai e os dois parecem ser inimigos em seu mundo original, e fizeram uma trégua até o fim da aventura. QQ não é uma “Mary Sue”(Versão feminina de Gary Stu), na verdade ela ganha um status semelhante ao mascote do jogo pois ela fala coisas bobas e bonitinhas o tempo todo, além de que, sem-querer-querendo, ela provoca a paciencia de todo mundo. Ela se da muito bem com Koda, o mascote do grupo, e os dois vivem juntos. Já que Koda era o personagem do jogo original que menos se envolvia na trama, isso foi conveniente.

-Gameplay

O que mais mudou em relação ao original. Durante as batalhas você tem mais variações de ataques fizicos, todos os personagens ganharam novas Artes e não é mais necessário usa-las várias vezes para aprender novas, sendo adquiriveis por level up. O jogo possui uma especie de Sphere Grid de Final Fantasy X, aqui chama de Style, onde você usa Ability Points para comprar novos bonus e propiedades para seu personagem.

O que costuma ser uma das coisas favoritas para os fãs mas continua sendo um porre  neste jogo são as Skits. Skits são cenas a lá visual novel, onde os personagens trocam idéias, falam besteiras e se conhecem melhor, o que é bem divertido. O problema é que aqui elas são inúmeras e massantes, a maioria não é engrassada e nem interessante, ao final cada evento você vai se deparar com uma 20 delas, e a maioria delas melhoras os pontos de relacionamento que cada personagem tem com todos os membros do grupo, isso também ativa outra dose de Skits para comemorar, essas Skits podem ser ignoradas ou simplismente cortadas, no jogo original era recomendado que você vesse todas pois, uma das cenas finais mais importantes do jogo mudava de acordo com o aliado com quem o protagonista mais se dá bem. Neste Remake isso não acontece, então pouco importa agora.

-Graficos

  O PS Vita é uma maquina portatil extremamente poderosa, que está sendo completamente despediçada aqui, os graficos do jogo são do nivel de PSP, os modelos em 3d lembram os personagens da série Thunderbirds, personagens tem apenas uma expressão facial e o lip sync é uma droga(Um dos personagens continua sorrindo até mesmo quando as maiores tragédias imaginaveis caem sobre ele), como se não bastasse, a engine que eles criaram não é capaz de fazer cenas de ação com os graficos de jogo em tempo real, então elas são todas gravadas em formato de video, e a qualidade de gravação ainda é ruim, o que ajuda a perceber que nada nesses eventos é em Real Time. é claro que a tela em HD do aparelho ajuda o visual a ficar mais bonito do que devia, lembrando que as ferramentas de criação de modelos poligonais já criam eles em resolução HD, eles tem que ser “piorados” para funcionar em plataformas que não possuem esse recurso ainda, porem, os desenvolvedores devem ter todos os graficos arquivados em resolução total nos seus computadores, o que significa que o jogo não tem mérito nenhum por estar em HD, isso é o mínimo que eles tinham que fazer. De fato, o ultimo jogo da série que saiu para o PSP parece ter um visual melhor que este

 

Eu deveria até mesmo jogar este jogo! Pena que eu odeio Crossovers de Tales of. Em Fim, Que vergonha Sevens Code!

-Som

To sentindo que só to reclamando nessa review, mas finalmente chegou uma sessão onde só tenho coisa boa pra falar.

A dublagem deste jogo é fantastica, co cada dublador se encaixando perfeitamente em seu papel, ao ponto em que eles “se tornam” seus personagens, eles realmente te convenssem que eles são esses individos estranhos e interessantes, e o mais importante: Eles parecem se divertir muito enquanto fazem tudo isso, oque era de se esperar do trabalho de dublagem japonesa, as vozes são tão boas que até ajudariam as Skits  em se tornarem mais divertidas, é uma pena que um pequeno número delas são dubladas.

Como aberturas, o jogo usa tanto um tema original quanto o tema do original: “Follow The Nightingale” pela banda Kokia, que mistura um couro em latim com uma lead voice feminina cantando em japonês em estilo de musica classica. O novo tema é pela mesma banda e foi escrito especialmente para o Remake: “New Day, New Life”, assim como o tema antigo, essa também tem o estilo classico de Kokia, porem, dando mais enfase a uma canção em japonês que começa lenta para depois ficar um pouco mais agitada e com batidas que lembram cavalgadas e jornadas, o que se encaixa com o estilo do jogo, que mistura o Velho-oeste com a Era Vitoriana. A letra de ambas as musicas conta sobre as reflexões e filosofias de Asura que são herdadas pelo herói Luca.

As musicas normais do jogo também são ótimas, não sei se é porque são boas mesmo ou se é porque as originais eram uma bosta! O jogo antes trasia apenas umas 10 musicas no maximo, e algumas eram apenas rearranjos de outras, elas repetiam contantemente para muitas cidades e a musica da cidade inicial…AAaah! Doi minha cabeça só de pensar no castigo que é ouvir aquele peido no meu ouvido durante o inicio do jogo e no final! Para concertar isso, o novo time fez um regravou todas as musicas antigas com instrumentais de verdade e gravou varias novas faixas que se encaixam muito bem no clima do jogo, algumas para Dungeons novas e outras para partes que rtinham musicas repetidas, existe mais de três temas de batalha para você não se enjoar de ouvir a mesma musiquinha nas horas mais importantes. Ta tudo ótimo, exceto a droga da musica da cidade inicial! Maldito som de Orgão de rua!

-Polémicas

Acho que devo deixar um pequeno espaço aqui pra comentar que esse também é o titulo da série que mais usa linguagem xula, duplo sentido e peverções. Os heróis constantemente estão comentando sobre os peitos enormes da madre do grupo, em uma das Skits, um dos garotos fica frustrado por sua “banana cremosa” ser menor que a do heroi, e uma das mais bizarras: Um dos vilões oferece entrar para o grupo em troca de ser poupado, quando as garotas o rejeitam, ele oferece uma chupadinha do “suquinho” dele para todas. Isso me assustou muito! Esteja preparado para esse tipo de coisa! Principalmente por contam de Hasta, um dos personagens mais insanos que eu já vi! Descupem fãs alucinados da DC mas ele é pelo menos tão louco quanto o Coringa! E nem precisa pintar a cara pra isso!

-Finalizando

Pode parecer que eu to detonando o jogo e dizendo que ele é uma merda, mas não me entenda mal! O jogo continua sendo divertidissimo, com uma trama maravilhosa e complexa, e uma jogabilidade esplendida, cheia de elementos para se explorar e pelo menos umas 40 horas de jogo para se aproveitar. Minhas reclamações são sobre como o jogo não está a nivel de um remake para o PS Vita!

-No Proximo Episódio

E tem mais! Quando você zera o jogo, uma mensagem dá indicios de mais remakes, pistas em forma de ilustrações secretas em dugeons novas identificam esses remakes como Tales of Tempest e Tales of Hearts, ou seja: Toda a série para Nintendo DS, agora em seu sistema da Sony, em sua versão completa e definitiva, história antiga para fãs dessa franquia. A verdade é que a Bandai Namco ama a Sony! Não é mesmo sua empresa safadinha?! Bem…boa sorte para eles, diferente de Innocence, esse titulos não eram lá essas coisas. Isso na verdade me deixa ainda mais curioso para ver o que eles podem fazer com esses titulos, talvez eles até mesmo se tornem jogaveis dessa vez!

Sobre Benedict

A ovelha negra. Perdeu sua alma quando resolveu seguir o caminho do mal e unir forças com os jogos nipponicos. Durante um ataque dos EUA, por pouco escapou de se tornar um FPS, porém, um de seus olhos foi permanentemente transformado em uma mira laser.
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2 respostas para J-View: Tales of Innocence R

  1. Ed Shemp disse:

    continuo dizendo que os posts do benedict vão dominar o blog…

    • Maximus Decimus disse:

      Com certeza. Ainda mais esse dias que não tenho tido tempo nem para editar podcast, quanto mais para postar. Pelo menos os posts estão bons!

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