Top 10: Jogos que marcaram minha infância

Hoje, dia das crianças, vou apelar com um post extremamente clichê. Mas convenhamos, videogames formaram grande parte da minha infância, e sendo assim influenciaram muito no adulto que sou hoje, para o bem ou para o mal.

Mas a influência dos games em minha pessoa é assunto para outro post, por hoje ficaremos com uma listinha básica sobre quais jogos eletrônicos mais marcaram meu já tão distante tempo de muleque. (Se bem que ainda sou uma velha criança…). Vou considerar jogos que eu joguei, independente do lançamento, até meus 12 anos, em 1996. Sem mais delongas, veja a lista.

10 – Mega man X

Esse não foi o primeiro Mega Man que eu joguei, nem é tão velho assim, é de 1994 eu acho. Mas foi o que eu mais gostei até então. Me xingue, me odeie, tanto faz, é a verdade. Um jogo de ação, bonito, divertido e cheio de segredos. Eu fiz tudo que há para se fazer em Mega Man X, inclusive pegar o hadouken. Gastei muito tempo e sinceramente não me arrependo nem um pouco.

E depois de dizer que Mega Man X não é tão velho (pelo menos é o mais novo da lista) eu me sinto decadente que nem o Mun-Ha…

Eu acho o polvo o mais chato, e você?

9 – Contra III: The Alien Wars

Contra é foda. Uma das minhas séries de jogos preferida, une ficção com ação frenética e testosterona a lá Schwarzenegger, e o SNES fez muito bem a ela.

Mas devo admitir que não consegui ver o final verdadeiro na época. É que o jogo é difícil pacas e para zerar de verdade você tem que jogar no hard mode. Não é exatamente uma conquista das mais fáceis… Mas o jogo é bom o bastante para valer a pena.

Meu boss preferido de C3. Lembra dele?

8 – Ghosts`n Goblins

Se você reconhece a figura no topo desse blog, você sabia que esse jogo estaria aqui. Esse jogo marcou minha infância como o jogo que mais me fez penar. Esse jogo é simplesmente perverso. Os inimigos são difíceis de evitar, você tem poucas vidas e o cenário é montado para te atrapalhar.

Mas o mais incrível é que com tudo isso, eu não consigo deixar de adorar essa joça. É muito divertido. Minha única reclamação é com o que acontece quando se mata o boss final. Se você achou sacanagem a princesa estar em outro castelo… Aqui a primeira zerada inteira era uma ilusão. Tudo o que passou foi inútil. Foi mal, tente de novo. Não, suas vidas perdidas não voltam.

Zerou de novo? Então “This Story is Happy End”… Parece que os criadores não acreditavam que alguém zeraria algum dia.

Quando o primeiro sub-chefe é o capiroto alado, vc sabe que tá fudido...

7 – Keystone Kapers

Esse só quem for da velha guarda. Para quem não reconheceu, Keystone Kapers é um jogo de atari baseado em uma série de TV antiga, jogo conhecido aqui no Brasil como “Pega Ladrão”.

Era um joguinho divertido e talz, mas que marcou para mim por uma razão exótica. Esse jogo me fez ver, aos 6 anos de idade que existem pessoas legais. História verídica: Meu atari uma vez bugou e ficou rodando o jogo sozinho. Para uma criança que não entendia nada de games e que sabia que os pais tinham feito um esforço danado para comprar o aparelho, já um pouco antigo mas ainda caro pra uma família humilde do interior de Minas Gerais, era um cataclisma. Eu estava sozinho e saí desesperado pela rua até achar um cara desconhecido que foi até minha casa, consertou (desligou e ligou) meu videogame, me ensinou o que fazer se acontecesse de novo e ainda não roubou nada em troca.

Sou grato até hoje, cara desconhecido!

Lembrou qual é?

6 – Adventure Island

Infelizmente eu não possuia esse jogo. Nem o NES para jogá-lo, tinha que esperar que meu tio aparecesse com o aparelho dele. Mas quando a chance aparecia, eu nunca deixava passar.

Nesse jogo o objetivo é ajudar o personagem principal, Takahashi Meijin, a salvar sua garota. É divertido e colorido, como qualquer criança gosta, e o power up mais legal é um Skate!! Na época, um skate era a coisa mais legal que qualquer garoto poderia querer!

Sinto falta da Hudson…

Chamar o protagonista de Meijin é oficialmente a referência mais obscura já feita nesse blog!

5 – Black Belt

Black Belt foi o primeiro Beat Them Up que eu joguei, e era legal bagarai. Era tão legal que eu jogava com controle de Atari (sem o chute) e ainda achava o melhor jogo de todos os tempos!

Também, pudera. Um jogo de BTU baseado em Hokuto no Ken!! Pena que o mangá era desconhecido na América e tiveram que mudar o nome. Eu teria jogado com o Kenshiro antes mesmo de saber quem era a fusão suprema de Jesus treinado em KungFu por Bruce Lee, transmorfado no Rambo fazendo cosplay de Mad Max!!!

 

Se você me chamava de Riki, você já morreu!

4 – California Games

 

 

Jogos de verão! O primeiro party game que joguei, e como joguei.

Pra quem não lembra, você escolhe qual modalidade quer jogar entre 3(ou por aqui eram só 3…) surf, skate ou bike. Aí se diverte pra porra. Eu ia até a casa de meus primos e ficava o dia todo jogando com eles e os vizinhos. Cara, nunca enjoei desse jogo.

 

Pensando bem, tinha um modo de chutar pedra na gaivota...

3 – Street Fighter 2

Meu primeiro jogo de luta(não que eu tivesse SNES na época).

Esse jogo foi revolucionário, com uma jogabilidade que seria imitada por dezenas de jogos a serem lançados nos anos seguintes (na verdade até hoje…).

E esse marcou muito pra mim. Jogo de luta é um dos gêneros que eu mais gosto, e tudo começou com meus primeiros aduguens. Quer dizer, aduguem não, eu nem gosto dos shotoklones. Sempre fui um cara mais super-pilão.

Já tinha reparado que o Zang faz pilão de revestrés?

2 – The Legend of Zelda

Se você já viu a fita dourada, sabe do que estou falando. A primeira vez que vi esse cartucho, fiquei doido pra ver o jogo rodando. E não me decepcionei de maneira alguma.

Esse foi, na época, o jogo mais inteligente que joguei. A primeira tela do jogo em si deixou claro que Zelda era um jogo diferente de tudo que eu conhecia.

Deixe-me explicar o que fez Zelda ficar na minha memória para sempre, como jogo e não apenas um produto com a embalagem muito foda. Eu joguei jogos mais difíceis que Zelda antes dele, mas ele foi o primeiro jogo que eu fiquei olhando para a tela e pensando: O que eu devo fazer agora? Pra onde eu vou?

A experiência de pensar enquanto joga, não apenas em como fazer, mas o que fazer, tornou Zelda único para mim na época.

Pobre Link, foi chamado de Zelda mais vezes que o próprio jogo...

1 – River Raid

River Raid foi o primeiro jogo de video game que eu joguei. Eu tinha uns 4 ou 5 anos. Confesso que não lembro bem, faz muito tempo. Só tenho certeza que eu fiquei maravilhado pela possibilidade de, mesmo sendo criança, pilotar um avião de guerra!

Como vários dos jogos da lista, eu joguei River Raid bem depois de seu lançamento, mas nunca me importei. Esse deve ser o jogo que mais joguei na vida, pois meu primeiro console era um atari e esse era meu jogo favorito. Eu nem era bom, não fui um gênio do video game, nem nunca quis ir para a Califórnia. Mas eu me divertia mesmo assim.

Essa é a mágica dos games, uma criança de 5 anos de idade pilotando um avião de guerra, explodindo tudo pela frente. Me tornei uma pessoa violenta? Não. Meu sonho foi virar piloto? Nunca. Mas minhas tardes de domingo nunca mais foram as mesmas desde que conheci River Raid.

Minha infância em uma imagem

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Sobre Ed Shemp

Mais um dos garotos perdidos que descobriu que o sentido da vida é um filme do Monty Python.
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