Deus Ex Human Revolution

Deus Ex Human Revolution foi um dos jogos mais propagandeados da E3 esse ano. Desenvolvido pela Eidos Montreal e publicado pela nada conhecida Square Enix (Final Fantasy…), esse é o terceiro game de uma série que tem um dos melhores FPSs já feitos e uma das maiores  decepções do gênero como predecessores. A menor nota de DX Human Revolution até agora foi 8, mas será que o Stealth Shooter faz jus à hype?

Isso mesmo, Stealh FPS, não um RPG (apesar de possuir alguns elementos do gênero) como quase todas as pessoas que viram os trailers promocionais pensaram. Em Deus Ex 3 você joga como Adam, um agente de segurança privada que possui várias melhorias mecânicas em seu corpo e as utiliza para investigar um caso de espionagem empresarial que, com o avançar do enredo, evolui para uma conspiração global.

A estória é interessante e bem passada. A intensidade e o envolvimento de Adam vão aumentando com o decorrer dos capítulos, envolvendo o jogador na trama. As missões secundárias são, na sua maioria, bem boladas e algumas têm envolvimento real com o enredo principal, não sendo apenas uma coleta de XP.  Os diálogos são muito bons e existe um sistema de desafio em forma de conversas muito bem elaborado.

A jogabilidade é mais agradável que o esperado. Sinceramente, fiquei preocupado que visão em primeira pessoa fosse acabar sendo um empecilho à movimentação furtiva, pois não ver as coisas ao redor em um jogo do estilo certamente aumenta a dificuldade. Ou assim seria se a movimentação e a câmera não fossem tão bem trabalhadas, acabou ficando melhor que o próprio Metal Gear 4 em termos de stealth.

Funciona assim: quando Adam encosta-se em uma parede você pode usar um comando de cobertura, como em Gears of War. A visão então muda para terceira pessoa com foco para fora da cobertura, ajudando a visualizar a movimentação de inimigos na área. A mira é boa e, diferente de certos jogos atuais, head shots matam de primeira, mas na maior parte do tempo você tentará evitar confrontos e quando os mesmos forem inevitáveis o ataque especial que mata ou desmaia os oponentes automaticamente acaba sendo a melhor escolha.

O jogo possui um sistema de XP parecido com Witcher 2, onde ao subir de level você pode melhorar uma  habilidade de Adam. Mas diferente de Witcher, a maioria dos upgrades é realmente útil, sendo no mínimo valiosos para liberar caminhos alternativos pelo cenário.

Graficamente o jogo é muito bom. Os personagens são bem estruturados (embora os ombros de Adam sejam estranhos) e as texturas do gráfico de jogo são melhores que as próprias cutscenes. Os cenários são bem feitos e cheios de caminhos alternativos. Os únicos problemas gráficos ficam por conta da síndrome de verde/laranja e vespericite (cenários imensos ao fundo que não são acessíveis ao jogador, como Tales of Vesperia) da parte visual.

Mas, como não foi ainda o jogo perfeito, vamos aos problemas. O som tem efeitos bons, mas a dublagem… não é a pior já feita, mas é tosquinha.

As batalhas contra chefões são estupidamente fáceis graças ao upgrade typhoon. Um ataque de área poderoso, com animação invulnerável e que faz os oponentes morrerem ou ficarem temporariamente parados, o cara que achou que isso seria equilibrado não tem mãe…

Now Loading...

Para finalizar, o problema que mais me incomodou em DX human revolution. Vou ser franco aqui, se você ouviu falar mal do tempo de loading desse jogo, não falaram mal o bastante. É nível de Playstation 1! Absurdo. Em uma era com engines como a UDK, que carrega o próximo cenário enquanto você joga, esperar mais de um minuto para carregar um cenário recém visitado é ridículo. Digamos que você esteja morrendo múltiplas vezes em uma parte difícil. Você pode passar mais tempo carregando saves que jogando, é sério.

Ok, o jogo é muito bom, no geral. Se eu daria um 8? Certamente. Se eu recomendo a todos? Nope… Esse é um jogo hardcore, se você não é um jogador hardcore evite-o. Sério, o game é bom, mas requer paciência, muita exploração de cenário e atenção, além de ser um dos jogos mais punitivos que já joguei. Se você for encontrado pelos oponentes é bem provável que eles te matem rapidamente, e aí tome load…

Crédito do vídeo: Square Enix.

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Sobre Ed Shemp

Mais um dos garotos perdidos que descobriu que o sentido da vida é um filme do Monty Python.
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